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quinta-feira, 1 de março de 2012

Empresas que admitem falhas tem mais sucesso

O Trendwatch liberou o TrendBriefing de março, apresentando a tendência de que as marcas mais humanas e que admitem suas falhas vão triunfar entre os clientes daqui para a frente. De acordo com o relatório, consumidores não esperam que as marcas sejam completamente sem falhas.

De fato, consumidores abraçarão marcas que são FLAWSOME*: marcas que são geniais apesar de suas falhas; mesmo com falhas (e elas são sinceras sobre isso) elas podem ser fantásticas. Estamos falando de marcas que mostram alguma empatia, generosidade, humildade, flexibilidade, maturidade, humor e (ousamos dizer) algum caráter e humanidade.

O icônico caso da Domino's, que chocou alguns ao exibir em plena Times Square as reclamações dos clientes.

Há dois vetores chaves que alimentam a tendência FLAWSOME:

HUMAN BRANDS: Sabemos que muitas coisas, inclusive o atual desdém geral com relação ao mundo corporativo e a influência da cultura online (com sua honestidade brutal e natureza imediatista), estão afastando os consumidores de marcas chatas e insossas e levando-os na direção de marcas que têm personalidade.

TRANSPARENCY TRIUMPH: Os consumidores estão se beneficiando de uma transparência quase total e brutal (e assim estão descobrindo os defeitos das marcas de qualquer jeito), devido à enorme quantidade de avaliações de usuários, vazamentos de informações e índices de satisfação disponíveis na web.

* Em inglês, FLAWSOME é um termo que combina “flaw” e “awesome”, em português “defeito” e “fantástico”. E sim, FLAWSOME é de longe o nome de tendência mais atordoante que inventamos até hoje. Mas temos certeza que você não vai esquecê-lo.

HUMAN BRANDS – “MARCAS HUMANAS”

FLAWSOME faz parte de uma tendência maior, HUMAN BRANDS, algo que já tratamos em Trend Briefings anteriores: RANDOM ACTS OF KINDNESS (atos aleatórios de bondade), BRAND BUTLERS(mordomos das marcas), GENERATION G (GERAÇÃO G), e assim por diante.

Então, enquanto as HUMAN BRANDS podem não ser um tema novo, quatro correntes estão agora convergindo para fazer com que os consumidores foquem cada vez mais nas atitudes e no comportamento das marcas.

“…a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro, se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros”

1 - A decepção dos consumidores com o comportamento corporativo está (finalmente) se transformando em repugnância generalizada. Como resultado, qualquer marca que pode mostrar um modelo de negócio diferente será recebido (e merecidamente) de braços abertos.

* Quase 85% dos consumidores no mundo inteiro esperam que as empresas se envolvam ativamente no avanço do bem-estar coletivo, um aumento de 15% comparado com 2010(Fonte: Havas Media, novembro de 2011).

* Porém, somente 28% das pessoas acham que as empresas estão trabalhando bastante para resolver os grandes desafios sociais e ambientais (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).

2 - Os consumidores são cada vez mais conscientes de que personalidade e resultados podem ser compatíveis (exemplos: Zappos, Patagonia, Tom’s, Ben & Jerry’s, Michel et Augustin e Zalando, entre outros). A medida que certas empresas obtêm sucesso ao mesmo tempo em que continuam sendo justas, prestativas, divertidas ou até mesmo um pouco “humanas”, os consumidores ficarão cada vez mais desiludidos ao lidar com marcas tradicionais, insossas e impessoais.

* A maioria das pessoas não se importaria se 70% das marcas deixassem de existir (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).

3 - A cultura online é a cultura verdadeira, e as fachadas “corporativas” inflexíveis e insossas estão na contramão dos consumidores que vivem conectados e que têm o hábito de comunicar imediata, aberta e cruamente (veja também MATURIALISM). Além do mais, as pessoas hoje dividem e transmitem abertamente suas vidas online – inclusive seus defeitos – e assim esperam cada vez mais que as marcas façam o mesmo.

4 - Em fim, a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro,se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros – e tratam as marcas da mesma forma.

TRANSPARENCY TRIUMPH – “TRIUNFO DA TRANSPARÊNCIA”

Além deste desejo por personalidade, há uma enxurrada de avaliações de consumidores, comentários, índices de satisfação, relatórios, vazamentos de informação e assim por diante. Lá em 2009, discutimosTRANSPARENCY TRIUMPH; três anos depois, os consumidores já têm o benefício de transparência quase-total.

E a “transparência” continuará a ser um dos mais importantes “grandes temas de negócios”: desde apartilha sem atritos por indivíduos, ao acesso a dados previamente inacessíveis (veja nossa tendência DIY HEALTH [SAÚDE FAÇA-VOCÊ-MESMO]), e à transparência forçada que entidades como Wikileaks impõe a governos, marcas, instituições e indivíduos. Prepare-se para um mundo em que tudo (atitudes, preços, qualidade, comportamento) será totalmente acessível, e então onde todos os “defeitos” poderão ser descobertos.

Assim, agora que os consumidores provavelmente vão descobrir tudo sobre seus produtos, serviços e atividades, você não tem escolha a não ser recebê-los de braços abertos, e comemorar estas descobertas, com defeitos e tudo.

Duas coisas para se ter em mente:

1 - O conceito de algo “sem defeito” é uma ilusão, e pode até ser perigoso. Eventuais avaliações negativas de consumidores não matarão sua marca. Ao contrário: quando se publicam avaliações negativas e positivas lado a lado, a confiança das pessoas nas avaliações positivas aumenta. Os consumidores não são burros: sabem que nenhum produto vai satisfazer todo mundo o tempo todo. Algumas estatísticas:

* 68% de consumidores confiam em avaliações de consumidores quando vêem escores positivos e negativos juntos, enquanto 30% desconfia de censura ou avaliações falsas se não houver comentários e avaliações negativos juntos (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).

* Os consumidores que se esforçam para ler as avaliações negativas acabam comprando 67% mais vezes que a média (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).

2 - As coisas podemdar errado. Da mesma forma que os consumidores nunca antes tiveram a oportunidade de fazer suas reclamações serem notadas tanto quanto hoje em dia, as marcas também têm a oportunidade de reagir e responder como nunca antes. Se elas fizerem direito, os defeitos de uma marca podem se tornar FLAWSOME, as reputações podem ser reparadas, senão reinventadas.

* 76% das pessoas que reclamam via Twitter não recebem resposta da marca. Mas entre aquelas que foram contatadas, 83% gostou ou adorou que a marca respondeu, e 85% ficou satisfeito com a resposta (Fonte: Maritz Research, setembro de 2011).

BETA BUZZ – “REPERCUSSÃO BETA”


E claro, ser FLAWSOME também se trata das empresas que se abrem do mesmo jeito que seus clientes já se abrem online faz tempo. Introduza uma versão Beta: produtos e serviços que ainda não foram aperfeiçoados*, e deixe que a multidão dê feedback e conselhos.

* Não estamos dizendo que você deve lançar produtos de baixa qualidade, mas muitas marcas poderiam aprender lições da indústria de software e sua abordagem “Beta”. Muitas vezes, os seus clientes valorizarão a iniciativa e poderão até gostar de ajudá-lo melhorar seus produtos ou serviços.

É sempre importante lidar com o zeitgeist, mas no caso de FLAWSOME, e no caso de HUMAN BRANDS em geral, é essencial. Em resumo, FLAWSOME significa ter uma mentalidade que simpatiza com os consumidores. Uma mentalidade que é aberta, honesta e confiável que pode até ser respeitada.

Você acha que FLAWSOME é muito areia para o caminhãozinho da sua empresa? Veja, o FLAWSOME verdadeiro nunca dirá respeito a apenas um único momento ou uma ação singular -, ou, Deus nos livre, gente “inventando defeitos” em série numa tentativa de “conectar” com consumidores de uma forma honesta – por isso sempre tem hora para começar. Lembre-se de ir até o fim, pois se você não for fantástico, você será apenas defeituoso.

Considere:

* Sempre aceite feedback de clientes. Não faça isso apenas ao permitir que clientes façam avaliações sobre seus produtos (isso é tão 2007), mas tenha a auto-confiança de publicar feedback cru e não-editado, e deixe que os clientes vejam facilmente a fonte original das avaliações. De qualquer forma, vão procurar.

* Hoje em dia, alguns sites de avaliações sobre produtos e serviços estão se tornando como Bíblias para a indústria (ex. TripAdvisor para viagens, e Yelp para restaurantes), e é provável que as marcas incorporem avaliações diretamente de sites de terceiros, para assim evitar qualquer suspeita de impropriedade ou mascaração. E num mundo onde as pessoas estão continuamente se expressando em redes sociais, fique ligado em ferramentas que permitam aos usuários acessarem qualquer comentário relacionado a um produto ou serviço, onde quer que seja publicado. Porque não disponibilizar essa informação é apenas inconveniente (e não muito humano).

* Construa uma cultura aberta. Nunca é possível prepara-se totalmente para uma crise, mas você deve confiar em seus colaboradores para tomar a iniciativa e falar abertamente se uma crise acontecer. Não deixe a sua área jurídica tratar disso, pois a maioria de advogados não é FLAWSOME.

Leia o relatório completo no site.
Via Promoview

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SCREEN CULTURE

SCREEN CULTURE é menos uma tendência em si e mais o meio pelo qual muitas tendências deste ano vão se manifestar.

2012 verá a convergência de megacorrentes tecnológicas: as telas serão (ainda mais) onipresentes / móveis / baratas / sempre ligadas; interativas e intuitivas (por meio de telas sensíveis ao toque, tablets e assim por diante); uma interface para tudo e qualquer coisa que estiver além da tela (por meio da internet móvel e, cada vez mais e finalmente difundida em 2012, “a nuvem” – cloud, em inglês).



Aliás, o futuro para a maior parte dos aparelhos será um mundo em que os consumidores vão se importar menos com eles e se importarão apenas com a tela, ou melhor, com o conteúdo que pode ser acessado por meio dela.

Então, seja por meio da convergência do “online” e do “offline” [consulte OFF=ON no nosso recente Trend Briefing RETAIL RENAISSANCE (RENASCIMENTO DO VAREJO)], dos consumidores aproveitando o THE F-FACTOR (FATOR-F) para descobrir novos produtos ou decidir a respeito dele com a ajuda de friends, fans e followers (amigos, fãs e seguidores), ou de megatendências como a “conveniência” ou o INFOLUST, saiba que toda a cultura de consumo será influenciada e se dará na dominante SCREEN CULTURE.

E, não, ninguém vai sofrer de “excesso de telas” ou de “cansaço das telas”. Aliás, o vídeo acima é apenas uma amostra das coisas que estão por vir para os nativos digitais em 2012 e depois. Alguns sinais dos tempos aleatórios:


  • A rede de supermercados Sainsbury, do Reino Unido, em parceria com a fornecedora de televisão Sky, permite aos clientes assistiram aos principais eventos esportivos enquanto fazem compras usando docks para iPad e alto-falantes acoplados ao carrinho. O Sky Go trolley (Sky no Carrinho) vem com um suporte ajustável para iPad, alto-falantes e bateria acoplada com painel solar de autocarregamento. Os clientes que gostam de esportes só precisam baixar o aplicativo de streaming Sky Go em seu tablet e então colocá-lo no suporte do carrinho de compras.


  • O “Parlamentarium”, do Parlamento Europeu, é o maior centro de visitantes da Europa. Ele combina multimídia interativa e história em 23 línguas para mostrar o cotidiano dos cidadãos da União Europeia. Uma tela digital surround de 360 graus conduz os visitantes ao centro da ação do Parlamento Europeu, com aplicativos de tela sensível ao toque que fornecem mais informações a respeito dos Membros do Parlamento Europeu. Uma das características únicas do centro é atender a todas as 23 línguas oficiais da organização por meio de aparelhos iPod Touch, que podem ser configurados em qualquer uma das línguas.


  • Em outubro de 2010, a marca de telecomunicações móvel 8ta, da África do Sul, instalou vitrines que podiam ser ativadas pelo toque em suas lojas, permitindo aos consumidores que examinem o catálogo da loja durante todo o dia e a note. Usando tecnologia da empresa de mídia digital One Digital Media (também da África do Sul), as “vitrines sussurrantes” da loja funcionam como alto-falantes e permitem aos usuários ouvir informações sobre os produtos, assim como vê-los na loja. No espaço de vendas, outras telas sensíveis ao toque utilizadas em mesas de exposição de produtos e embutidas em paredes apresentam os produtos da 8ta.


  • Em setembro de 2011, a rede de sopas de Sichuan Hao Di Lao e a firma chinesa de tecnologia Huawei anunciaram uma parceria para instalar telas de telepresença nos restaurantes da Hao Di Lao em Xangai e em Beijing. Os clientes podem se sentar e compartilhar sua refeição de sopa com familiares e amigos localizados em outros lugares por meio das telas. Os clientes da Hao Di Lao já podem usar iPads disponibilizados nas mesas para pedir comida.
Ah, e com o inverno atingindo várias partes do mundo em breve, espere uma volta das luvas screen-friendly da Muji e as versões de luxo da Etre.

Olhando ainda mais adiante, que tal o OmniTouch, um protótipo de vestir (da Microsoft Research Redmond) que transforma qualquer superfície numa touchscreen via uma projeção?

Ou, as telas flexíveis da Samsung e as telas embutidas em janelas? Além dos eletroeletrônicos, Adidas e Intel mostraram o Virtual Footwear Wall, possibilitando aos compradores xeretarem em 8 mil sapatos de uma só vez com a interface de uma touchscreen.  Sim, SCREEN CULTURE, verdadeiramente, é a cultura ;-)

Publicado originalmente no relatório Trendwatching.com como parte das dúzias de tendências às quais as empresas devem ficar atentas em 2012! (via Promoview.com.br)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A tendência do RECOMMERCE

Nunca foi tão fácil para os consumidores aproveitar o valor de compras antigas. Eles sempre revenderam bens grandes e duráveis como carros e casas, mas, em 2012, quase tudo está pronto para ser revendido, de aparelhos eletrônicos a roupas, e até experiências. Para os consumidores inteligentes, “trocar por descontos” é o novo comprar em 2012.

Novos programas de recompra (ou recommerce) pelas marcas, esquemas de troca, plataformas online e mercados em tecnologia móvel oferecem opções inteligentes e convenientes para os consumidores dispostos a “trocar por descontos para obter um produto melhor”, aliviam pressões financeiras (alguém aí pensou na volta da recessão?) e/ou acalmam preocupações ambientais e éticas.

Três eixos motores por trás do fenômeno do RECOMMERCE:

NEXTISM: Os consumidores vão sempre ansiar pelas novas experiências emocionantes prometidas pelo “próximo”.

STATUSPHERE: O crescente impulso no status que vem de ser esperto e de fazer compras com responsabilidade (ambiental).

EXCUSUMPTION: Consumidores sem dinheiro, abatidos pela recessão vão adotar soluções criativas para gastar menos e ainda assim desfrutar do maior número de experiências e compras possíveis.

Alguns exemplos:


  • A Decathlon, loja de roupas e equipamentos esportivos francesa, lançou o Trocathlon durante uma semana, em outubro de 2011. As lojas recompravam qualquer equipamento usado em troca de cupons válidos por seis meses.


  • Já mencionada em ECO-CYCOLOGY, a Common Threads Initiative, da Patagônia, é também um exemplo excelente de RECOMMERCE. A marca norte-americana de equipamentos para esportes ao ar livre fez parceria com o eBay em setembro de 2011 para lançar um marketplace oficial em que os clientes podiam comprar e vender peças usadas.
  • A Levi’s de Cingapura ofereceu as clientes SGD 100 quando eles entregavam uma calça jeans velha na compra de uma nova: desconto de SGD 50 e mais SGD 50 em vales-compras.
  • A DealsGoRound, dos Estados Unidos, permite as usuários revender e comprar ofertas passadas dos sites de compras coletivas Groupon, LivingSocial e BuyWithMe.
  • O programa Amazon Student, lançado em agosto de 2011, permite aos alunos escanear o código de barras de livros, DVDs, games ou aparelhos eletrônicos por conta própria, e ver qual é o preço de troca com desconto. Se o negócio for aceito, uma etiqueta de remessa é gerada e o valor é creditado como cartão de presente da Amazon.
  • StubHub, o mercado secundário de entradas, adicionou a funcionalidade de entrada móvel a seu aplicativo, em agosto de 2011. Isso significa que os usuários podem revender e comprar entradas direto do evento, mesmo sem acesso a uma impressora.

Publicado originalmente no relatório Trendwatching.com como parte das dúzias de tendências às quais as empresas devem ficar atentas em 2012! (via Promoview.com.br)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mais oportunidades de consumo para quem tem menos

Em 2012, as oportunidades de atender a centenas de milhões de consumidores urbanos de baixa renda serão inéditas. Uma tendência impulsionada pela extrema globalização em escala global que não vai arrefecer em 2012.

Espere mais consumidores pertencentes ao extrato BOTTOM OF THE URBAN PYRAMID (BOUP) do que nunca (as centenas de milhões de CITYSUMERS que não contam com salários de classe média para gastar) exigindo inovações criadas exclusivamente para suas circunstâncias, de questões ligadas à saúde a falta de espaço, passando pela necessidade de durabilidade.


Ah, e adivinhe só: os consumidores BOUP também têm desejos materialistas e estéticos. Alguns exemplos:


  • Desenvolvido pela NCR, o caixa eletrônico Pillar conta com tecnologias biométricas, fazendo com que seja adequado para o uso de populações analfabetas e semi-analfabetas. O equipamento apresenta um leitor de cartão que não exige contato, um leitor de impressões digitais biométricos, botões para a retirada expressa de dinheiro, compartimento para entrega de notas e impressora de recibo. Usuários do equipamento independente podem simplesmente colocar o polegar no sensor e apertar o botão com a cor correspondente à quantia de dinheiro que desejam retirar. No terceiro bimestre de 2011, a NCR começou a testar cinco protótipos de caixas eletrônicos Pillar no EUA, com a intenção de lançar o equipamento em mercados em desenvolvimento.


  • O Aakash é um computador tablet com sistema operacional Android e wifi, produzido em Hyderabad, na Índia, como aparelho de baixo custo, porém funcionalidade total. Espera-se que seja vendido a US$ 60 no varejo, e a cerca de US$ 35 (com subsídio do governo indiano) para estudantes.

 

  • A PepsiCo da Índia está fazendo teste de venda com dois produtos: Lehar Gluco Plus, uma bebida com eletrólitos e glicose, e Lehar Iron Chusti, um petisco fortificado com ferro. Ambos são direcionados a consumidores na base da pirâmide – em áreas urbanas (e rurais) (Fonte: Economic Times, Junho de 2011).
Publicado originalmente no relatório Trendwatching.com como parte das dúzias de tendências às quais as empresas devem ficar atentas em 2012. (via Promoview.com.br)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Banda lança álbum que só pode ser ouvido com app de geolocalização

A banda americana de Washington D.C, Bluebrain, lançou um álbum de uma forma nada convencional. Segundo o site Mashable, o disco não está disponível em formato MP3, mas sim como um aplicativo de geolocalização do iPhone, que só funciona quando a pessoa estiver dentro do parque central de Washington, chamado Mall.

As faixas não estarão disponíveis para download convencional, uma vez que só podem ser ouvidas quando os fãs estiverem andando pelo parque. "Ao contrário de uma série de aplicativos de música, este aqui não acompanha um álbum comum ou dá datas de shows da banda", conta Ryan Holladay, um dos integrantes. "Na verdade, o aplicativo é o próprio trabalho e as faixas foram criadas para serem apreciadas junto com a paisagem do parque. Por exemplo, quando você sobe os degraus do Lincoln Memorial, o som dos sinos vai aumentando até chegar nos pés da estátua", explica.

Ryan ainda conta que além das faixas tocarem mediante a localização do usuário do smartphone, que deve estar obrigatoriamente no parque de Washington, a música evolui com base no caminho que a pessoa faz no parque. "O aplicativo usa o GPS embutido no smartphone", conta Ryan. Com isso, as músicas vão ajustando o ritmo e melodia à medida em que o usuário vai caminhando.

O álbum, intitulado The National Mall, contém cerca de três horas de músicas compostas pela própria banda, enquanto eles perambulavam ao redor do parque. "Foi, sem dúvida, a maior quantidade de exercício que fiz num disco", brinca o integrante. "Quando começamos a trabalhar no álbum, sabíamos que seria algo muito inovador.Tivemos que pensar constantemente sobre tudo o que estava ao nosso redor, examinando tudo", completou Ryan.

No vídeo abaixo é possível ver como é a experiência de ouvir o álbum no parque de Washington. Para quem estiver pela cidade, vale a pena baixar o aplicativo para apreciar as faixas da banda, enquanto caminha pelo local.


The National Mall by BLUEBRAIN. The First Location-Aware Album from BLUEBRAIN on Vimeo.

Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Como investir em marketing digital em 2011

Seguindo o exemplo da economia, 2010 foi o ano em que a internet bateu recordes no Brasil. O número de internautas no país ultrapassou os 80 milhões, o equivalente à população inteira da Alemanha ou duas vezes a da Argentina. O e-commerce fechou o ano com faturamento de R$ 15 bilhões e 40% de crescimento em relação a 2009, um dos maiores índices já registrados, e os sites de compra coletiva tornaram-se um fenômeno de marketing: 246 deles no ar em menos de um ano, com previsão de faturamento de R$ 300 milhões.

Por sua vez, os investimentos em marketing digital atingiram 10% do orçamento de marketing das empresas, com estimativas de aumento de 90% até 2014. Mas é bem possível que essa previsão se concretize até mesmo antes, tal a importância que essa área vem ganhando, conforme revelam as pesquisas realizadas em 2010:

- 94% dos internautas fazem compras online no Brasil (ComScore).


- Consumidores acessam a internet três vezes em média para pesquisar o produto que pretendem comprar (McKinsey).

- Na nova classe média digital na América Latina, 33% das mulheres preferem internet à TV (Razorfish/Terra).


- 60% dos internautas aprovam que empresas usem redes sociais (Ibope Mídia) para divulgar seus produtos e serviços.

- Para 25% dos usuários, redes sociais ajudam na decisão de compra (Ibope Mídia).

Diante de tais perspectivas, investir em marketing digital em 2011 deixou de ser uma questão de se (vale a pena), quando ou quanto, mas de como. O intuito aqui é apresentar os principais pontos a serem considerados em 2011, principalmente para as empresas de pequeno e médio porte (PMEs). São elas:


e-Commerce: as plataformas de e-commerce são cada vez mais acessíveis, seguras e com vários recursos para administração, controle de estoque, vendas e formas de pagamento. O desafio atual para o sucesso no comércio eletrônico está no atendimento, logística (tanto na entrega quanto na devolução e troca de mercadorias) e segmentação.


Publicidade online: à medida que mais e mais empresas intensificam sua atuação na internet, todos também querem e precisam aparecer para conquistar a atenção dos consumidores e clientes. Diante disso, os investimentos em publicidade online também precisam ser aprimorados. Não se trata necessariamente de aumentar a verba, mas atuar de forma diferenciada para destacar a empresa. Para tanto, é preciso buscar formas criativas de utilizar ferramentas tradicionais, como links patrocinados, otimização e e-mail marketing, e avaliar o investimento em sites de compra coletiva e programa de afiliados.

Redes socias: torna-se quase obrigatório estar presente nas redes e mídias sociais devido a abrangência entre os internautas e crescimento em importância nas decisões de compra. Mas para se obter resultados efetivos é necessário considerar duas variáveis essenciais: seu público-alvo e a forma como ele interage em cada rede social. A partir desta avaliação é possível definir a melhor forma de atuação, que pode ser promover seus produtos, prestar serviços ou atendimento, tirando dúvidas ou prestando esclarecimentos aos consumidores.

Tendências: na internet as novas tecnologias e tendências surgem a todo o momento. Umas evoluem aos poucos, outras parecem surgir do nada e tornam-se fenômenos rapidamente. Em 2011, a tendência que merece mais atenção é o mobile marketing. Acompanhe a popularização dos smartphones com conexão à internet, do iPad e tablets (computadores sem teclado), que possibilitam novas formas de publicidade, como aplicativos (apps) e games.

Profissionalização: O último e talvez mais importante aspecto a ser considerado é a profissionalização da gestão do marketing digital. Seja por meio de profissionais próprios ou de uma agência, é necessário ter a orientação e suporte especializado para planejar, executar e acompanhar as diversas ações, que além de tudo precisam estar alinhadas e integradas a outras atividades comerciais e de marketing da empresa.

Por Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital

Fonte: Adnews

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eles avisaram em 1993...

Uma propaganda da operadora AT&T, lançada em 1993, "chutou" e acertou o surgimento de tecnologias que hoje já fazem parte do nosso cotidiano como o GPS, tablets, videoconferência por telefone, programação on demand, entre outras. Embora sejam tendências baseadas em pesquisas e tecnologias criadas - e provavelmente testadas - na época, vale pela coragem do comercial.